8 de jan. de 2026
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MOITA
PENA!
A Oração do Navegante
Não temas o bramido das ondas, varão de alma indômita, pois cada vaga que se ergue contra ti não é inimiga, mas testemunha da tua coragem. A tormenta que te cerca é o espelho da tua própria grandeza — e o céu, ainda que toldado de trevas, jamais poderá sufocar a centelha divina que arde em teu peito. Lembra-te: o navio que conduzes não é simples artifício de madeira e vela — é prolongamento da tua vontade, espelho vivo de tua essência guerreira. Cada corda que range, cada vela que rasga o vento, é o coração da tua alma pulsando contra o caos. Se o vento ruge como fera, não o temas — responde-lhe com altivez. Que teu olhar seja o farol que fende a escuridão, e tua voz, o trovão que devolve o grito à tempestade. Pois não é na calmaria que se forja o espírito, mas no açoite das águas e na solidão dos relâmpagos impiedosos.
