Título em inglês: "Shoting Star".
A história gira em torno de Chloé, uma adolescente introspectiva, que viaja com a mãe e o novo namorado da mãe para observar estrelas-cadentes. Durante essa viagem, Chloé começa a desenvolver uma forte — e complicada — atração sexual e romântica por esse homem. O filme lida com uma transição de adolescência — o despertar sexual — e com a complexidade das relações familiares, especialmente a tensão entre mãe, filha e figura paterna substituta. A narrativa privilegia o ponto de vista de Chloé, ou seja: tudo é filtrado pela sensibilidade, confusão e vulnerabilidade de uma jovem que começa a confrontar desejos proibidos. A diretora não parece entregar julgamentos morais — os personagens são mostrados como humanos falhos, apaixonados, perdidos. A atração de Chloé surge com delicadeza e ambivalência. A obra também aposta em uma “mise-en-scène” intimista, com olhares, tensões sutis, silêncios e sensações — o que combina bastante com o lado “penumbra da sétima arte” que você valoriza.
“Comme une comète” teve uma trajetória bem significativa para um curta-métragem: Estreou no Toronto International Film Festival (TIFF) em 2020. Ganhou o prêmio de "Melhor curta-metragem canadense" no Whistler Film Festival. Recebeu também o Prix Télébec no Abitibi-Témiscamingue International Film Festival. Foi indicado ao Prix Iris de Melhor Curta-Metragem de Ficção no Gala Québec Cinéma em 2021.
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